Estarei sempre em fogo

Mesmo quando me sinto a chover nos outros.

Por vezes esqueço-me a mim como a todas as minhas chávenas de chá

que quero

beber.

De todas as vezes que fecho os olhos 

Estou em lugares que nunca me viram

Pelo menos de olhos abertos

E em quase todos há

Copos de vinho que não bebo, luzes amareladas, crianças esbaforidas a correr, abraços largos de tempo apertados de braços, e lábios vermelhos. Há sempre lábios vermelhos, uns da vida, outros da cura, alguns de batom.

Ando com um olhar demorado

atarefado

gasto,

e não sei como passar do acaso ao caos sem retirar um A.

No fim das contas

No fim do dia

No fim de mim

De que é que me serve saber sentir, se só me afogo silenciosa, e debaixo desta pele há tanto?   

da Teresa.

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